CLEAT / SIGNALS
Estudo vivo · v0.5 · 28 set 2026
Estudo de produto + arquitetura

Do deploy ao sinal.

Uma camada de observabilidade nativa do Cleat para entender saúde, falhas e performance de todas as aplicações — sem tentar reconstruir o Datadog no primeiro dia.

Recomendação: OTel-first Web · CLI · MCP Logs + métricas + traces Self-hosted por padrão MVP em 3 cortes
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A oportunidade

O Cleat já sabe onde a aplicação vive. Falta saber como ela vive.

Hoje o deploy termina quando o processo sobe. Para o operador, o trabalho real começa depois: descobrir se a aplicação está saudável, por que ficou lenta e o que mudou antes de uma falha.

SINAL 01

Fragmentação

Logs via SSH, CPU em outra tela e erros percebidos pelo usuário. Não existe uma linha causal única.

SINAL 02

Setup caro

Cada app exige agentes, dashboards, retenção e credenciais. A observabilidade vira outro produto para operar.

SINAL 03

Contexto perdido

Ferramentas externas não conhecem deploy, runtime, servidor, release ou tenant como o Cleat conhece.

Tese: o diferencial não é armazenar mais telemetria. É correlacionar automaticamente aplicação, release, infraestrutura e incidente.
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Definição do produto

Observabilidade opinionada para quem faz deploy.

“Cleat Signals” é o nome de trabalho para uma experiência integrada: cada app ganha uma visão de saúde, logs pesquisáveis, métricas essenciais, erros agrupados e uma trilha de deploys.

01 · ZERO CONFIG

Funciona no primeiro deploy

Coleta padrão instalada pelo Cleat; instrumentação avançada é incremental.

02 · CAUSA & EFEITO

Release como eixo

Toda mudança de saúde deve poder ser comparada com o deploy que a antecedeu.

03 · PORTABILIDADE

OpenTelemetry no centro

Sem SDK proprietário obrigatório e com exportação para outros backends.

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Catálogo do produto

Funcionalidades por corte de valor.

Cada item é uma funcionalidade concreta do Cleat Signals, agrupada pelo corte em que entra, pelo status de entrega e pelas superfícies que a expõem. O corte 01 responde “o que aconteceu?”, o 02 “piorou depois do deploy?” e o 03 “por que aconteceu?”.

CORTE 01 · OBSERVAR

Ver o que a aplicação está fazendo

  • Tail de logs em tempo real por aplicação
  • Busca por texto, severidade, processo e janela de tempo
  • Filtro por app, release e environment
  • Agrupamento de erros e stack traces
  • Coletor gerenciado pelo Cleat no primeiro deploy
  • Redaction de dados sensíveis e quotas por tenant
MVP
CORTE 02 · CORRELACIONAR

Ligar saúde, release e infraestrutura

  • Health overview de todas as aplicações
  • Métricas RED + host em uma visão só
  • Deploy markers sobrepostos aos gráficos e logs
  • Alertas padrão de indisponibilidade, erro e saturação
  • Timeline de incidente com linha causal única
  • Comparação de saúde entre releases
MVP + Fase 2
CORTE 03 · INVESTIGAR

Entender a causa raiz

  • Endpoint OTLP para traces, métricas e logs
  • Waterfall de traces distribuídos
  • Service map de dependências
  • Correlação trace ↔ log ↔ métrica
  • Sampling configurável por aplicação
  • Sumário assistido de incidente (depois)
Fase 2
SUPERFÍCIE 01 · WEB

Painel em LiveView

Experiência completa: log explorer, gráficos, timeline de incidente, configuração de alertas e retenção.

SUPERFÍCIE 02 · CLI

cleat no terminal

As mesmas capacidades para scripts e CI, com saída --json. Ex.: cleat signals health.

SUPERFÍCIE 03 · MCP

cleat mcp para agentes

Claude Code, Codex e Grok consultam saúde, métricas e logs como ferramentas nativas, sem shell.

Paridade por design: toda funcionalidade nasce na API do painel (/api/v1); o painel consome essa API e CLI/MCP são clientes dela. Um sinal só é considerado “pronto” quando está disponível nas três superfícies.
FuncionalidadeO que entregaWebCLIMCPStatus
Log explorerBusca, filtros e tail por app, release, severidade e tempo.●apps logsapps_logs● MVP
Coletor gerenciadoIngestão de stdout, systemd e OTLP com enrichment e batching.●config—● MVP
Redaction & quotasMascara dados sensíveis e limita volume por tenant.●○—● MVP
Health overviewUma tela para detectar aplicações degradadas.●signals healthsignals_health● MVP
Métricas RED + hostLatência, taxa de erro, CPU, memória, disco e restarts.●signals metricssignals_metrics● MVP
Deploy markersSobrepor cada release aos gráficos, logs e alertas.●statusdeploy_status● MVP
Alertas padrãoNotificar indisponibilidade, erro e saturação.●signals alertssignals_alerts● MVP
Timeline de incidenteLinha causal única reunindo os sinais de uma falha.●○signals_incident● Fase 2
Endpoint OTLPReceber traces, métricas e logs via OpenTelemetry.●——● Fase 2
Trace waterfall + service mapVisualizar chamadas e dependências entre serviços.●signals tracessignals_traces● Fase 2
Correlação trace ↔ logSaltar de um log para o trace correspondente e vice-versa.●○○● Fase 2
Sampling configurávelControlar o custo de traces por aplicação.●signals samplingsignals_set_sampling● Fase 2
Exportação para backends externosEnviar telemetria para Datadog ou Grafana Cloud.●——● Conector
RUM / Session replayObservabilidade de front-end no navegador.———— Fora agora
AI / RCA automáticoSumário assistido e diagnóstico automático de incidentes.●—signals_summary— Depois

● nativo · ○ leitura/básico · — não exposto. Os nomes de comandos CLI e ferramentas MCP são propostas deste estudo — hoje já existem apps logs, servers logs e deploy_status nas três superfícies.

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Arquitetura proposta

Coletar perto. Processar uma vez. Consultar por contexto.

Um collector por servidor recebe os sinais das aplicações e do host. Ele adiciona metadados do Cleat, aplica limites e envia para um backend central por tenant.

OrigemApps + hoststdout · OTLP · systemd · CPU · memória · HTTP
→
EdgeOTel Collectorenrichment · batching · sampling · redaction · quotas
→
Control planeStore + Cleat UIconsulta · correlação · alertas · retenção · exportação
Contexto injetado

O dado precisa chegar com identidade

tenant_id, app_id, deployment_id, server_id, runtime, environment e service.version. Essa taxonomia é o verdadeiro moat do produto.

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Recorte de MVP

Começar pelo diagnóstico de produção.

O primeiro resultado valioso é responder rapidamente: “está quebrado?”, “começou depois de qual deploy?” e “onde olho agora?”.

CapacidadeMVPDepoisFora agoraResultado esperado
Logs centralizados● SimBusca avançada—Filtrar por app, release, processo, severidade e tempo.
Métricas essenciais● SimCustom metrics—CPU, memória, disco, restarts, latência e taxa de erro.
Deploy markers● SimComparação automática—Sobrepor cada release aos gráficos e logs.
Health overview● SimSLOs—Uma tela para detectar apps degradadas.
Tracing distribuídoReceber OTLP● Fase 2Auto-instrumentar tudoWaterfall e correlação trace ↔ log.
Alertas3 regras padrão● Fase 2Motor complexoNotificar indisponibilidade, erro e saturação.
RUM / Session replay——● SimNão competir com suites completas no início.
AI / RCA automático—Sumário assistidoAgente autônomoSó depois de dados confiáveis e bem correlacionados.
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Build vs. compose

Não construir bancos de telemetria.

O produto deve ser a experiência Cleat e a camada de contexto. Armazenamento e ingestão são melhor compostos com projetos maduros.

A · recomendada

OpenTelemetry + stack Grafana

Alloy/Collector na borda, Loki para logs, Prometheus/Mimir para métricas e Tempo para traces. Ecossistema amplo e separação clara por sinal, com maior custo operacional interno.

Melhor começo incremental
B · atalho

OpenTelemetry + SigNoz

Experiência integrada sobre ClickHouse, com logs, métricas, traces e exceções. Acelera time-to-market, mas aproxima a UI do Cleat de uma segunda UI de observabilidade.

Ótimo para validar rápido
C · managed

Exportar para Datadog / Grafana Cloud

Menor carga operacional, maior custo variável e dependência externa. Pode existir como integração premium sem ser a fundação obrigatória.

Conector, não núcleo
Recomendação v0.1: provar UX e modelo de dados com OTel Collector + um backend composto. Fazer um spike curto entre Loki/Prometheus e SigNoz antes de cristalizar a escolha.
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Plano de validação

Três cortes que entregam valor.

As durações são hipóteses para planejamento, não compromissos. Cada fase deve terminar com uso real em pelo menos duas aplicações de runtimes diferentes.

CORTE 01 2–3 sem

Logs com contexto

Responder “o que aconteceu?”
  • Collector por servidor
  • stdout/systemd centralizado
  • filtros por app e deploy
  • limites e redaction
  • Web · CLI · MCP
CORTE 02 2–4 sem

Saúde e correlação

Responder “piorou depois do deploy?”
  • métricas RED + host
  • overview das aplicações
  • deploy markers
  • alertas padrão
  • timeline de incidente
CORTE 03 3–4 sem

Tracing opt-in

Responder “por que aconteceu?”
  • endpoint OTLP
  • service map básico
  • trace ↔ logs
  • sampling configurável
  • sumário assistido
PRÓXIMO horizonte

Escala e autonomia

O que vem depois dos três cortes.
  • SLOs e orçamento de erro
  • RCA assistido por AI
  • exportação para Datadog / Grafana Cloud
  • RUM / session replay
  • escala multi-região
Corte 01 · 2–3 sem

Logs com contexto — por que primeiro

Logs são o sinal mais barato de coletar e o mais consultado no dia a dia. Hoje eles obrigam o operador a abrir SSH: não existe uma linha do tempo única por aplicação. Sem essa base, correlação é teoria — falta o registro do que aconteceu.

O Cleat passa a instalar e gerenciar um collector por servidor, que coleta stdout/systemd das aplicações e o journal do host, enriquecendo cada linha com tenant_id, app_id, deployment_id, server_id, runtime e environment. O operador busca e filtra por release sem tocar no servidor.

Validamos quando: duas apps de runtimes diferentes com logs pesquisáveis por release e zero setup manual.
Corte 02 · 2–4 sem

Saúde e correlação — por que agora

Com a linha do tempo dos logs no lugar, o próximo salto é medir. Métricas transformam “tem log de erro” em “a taxa de erro subiu 4× depois do deploy 87” — e é aí que o Cleat tem vantagem: ele conhece o deploy.

Entram métricas RED + host (CPU, memória, disco, restarts), um health overview de todas as aplicações, deploy markers sobrepostos aos gráficos e três alertas padrão: indisponibilidade, taxa de erro e saturação. O release vira o eixo causal de qualquer investigação.

Validamos quando: detectar uma app degradada no overview e apontar o release que antecedeu a mudança, sem SSH.
Corte 03 · 3–4 sem

Tracing opt-in — por que depois

Tracing custa mais caro: volume de dados e instrumentação. Ele só compensa quando logs e métricas já são confiáveis, porque responde “por que aconteceu?”, não “o que aconteceu?”. Colocar na frente seria construir o telhado antes da fundação.

Entram o endpoint OTLP para receber traces, o waterfall, o service map básico, a correlação trace ↔ log e o sampling configurável por aplicação. Nada de auto-instrumentar tudo: é opt-in, aplicação por aplicação, quando o time quiser o detalhe.

Validamos quando: uma app instrumentada com traces navegáveis e o salto log → trace funcionando.
Próximo · horizonte

Escala e autonomia — o que vem depois dos cortes

Só entra depois dos três cortes em uso real: SLOs e orçamento de erro, RCA assistido por AI, exportação para Datadog/Grafana Cloud (conector, não núcleo), RUM/session replay (fora do escopo) e escala multi-região.

Depende de: dados confiáveis e bem correlacionados nas fases anteriores.
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Registro vivo

Decisões para construirmos juntos.

Itens “propostos” formam a tese atual. Itens “abertos” precisam de spike técnico ou decisão de produto.

PropostoOpenTelemetry será o protocolo e modelo de ingestão principal.D-001
PropostoO primeiro caso de uso será diagnóstico pós-deploy, não BI de produto.D-002
PropostoLogs, métricas e traces terão quotas e retenção por tenant desde o início.D-003
AbertoBackend inicial: stack Grafana modular ou SigNoz integrado?D-004
AbertoO collector roda diretamente no host ou em container gerenciado?D-005
AbertoQual retenção padrão e qual orçamento de armazenamento por app?D-006
AbertoAlertas começam por e-mail, webhook, Slack ou WhatsApp?D-007
PropostoToda funcionalidade existirá em web, CLI e MCP, consumindo a mesma API do painel.D-008
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Referências consultadas

Base técnica do estudo.

Documentação primária usada para validar protocolo, sinais e opções de coleta. A recomendação de produto é uma inferência aplicada ao contexto atual do Cleat.